De acordo com os resultados de um investigação realizada em 1999 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 9% da população espanhola (mais de 3,5 milhões de pessoas) sofre de algum tipo de incapacidade ou deficiência.
Esta investigação, a primeira realizada em Espanha sobre deficiências desde 1986, foi levada a cabo por sondagem a mais de 280.000 pessoas pertencentes a 70.000 famílias. Os resultados apresentados ontem constituem a primeira parte do estudo e podem consultar-se na página web do INE (http://www.ine.es/inebase/cgi/um)..
As deficiências principais são as osteoarticulares, que se verificam em 32,8% dos casos, seguidas das mentais (16,8%), auditivas (16,2%) e de visão, que representam 15,3%.
Apesar das dificuldades que têm de superar, 91.800 pessoas com incapacidades de vários tipos têm estudos universitários. Entre eles, a percentagem de desemprego nas idades compreendidas entre os 16 e os 64 anos é de 25,8%, 10 pontos acima da média apurada na População Activa. As mulheres desempregadas são em maior número repetindo-se mais uma vez o que já vem sendo regra: o desemprego afecta 32,7% de mulheres e 21,9% de homens.
El País, 20 de Janeiro 2001