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Ruído e trabalho: colegas incompatíveis?

O ruído é um dos contaminantes físicos que se apresenta com maior frequência no ambiente de trabalho afectando um elevado número de trabalhadores.

40% dos espanhóis considera que o ruído no local de trabalho é incomodativo e elevado. Cerca de 6 milhões de trabalhadores na Europa estão expostos a níveis sonoros potencialmente perigosos durante pelo menos um quarto do seu dia de trabalho. Tanto assim é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que a perda de audição provocada pelo ruído é a doença profissional irreversível mais frequente nos nossos dias.

Perante estes dados tão alarmantes, a Europa decidiu rever o regulamento sobre a contaminação acústica. A nova directiva da UE, que entrará em vigor em todos os Estados membros a partir de Fevereiro, anuncia tolerância zero contra este agente contaminante. A novidade mais importante é a redução do nível sonoro permitido nos locais de trabalho. Até agora, 90 decibéis era o máximo. A partir de Fevereiro, não se poderão ultrapassar os 87 decibéis.

Profissões de risco

Os trabalhadores de empresas com maquinaria, injecção de plásticos, prensas, perfuradoras, linhas de montagem, construção...são os que estão mais expostos a este tipo de lesões. Regra geral, as empresas disponibilizam medidas de protecção aos trabalhadores. Trabalhadores de outros sectores enfrentam também ruídos pontuais que podem provocar-lhes lesões por ruptura do tímpano.

Felizmente, este é o caso de postos de trabalho muito concretos, como por exemplo os trabalhadores de fábricas encarregados dos testes de compressão, que suportam ruídos até 140 decibéis. Estão também expostos os funcionários dos aeroportos, concretamente o pessoal de pista, motoristas de autocarros, sinalizadores e mecânicos. Para evitar o tremendo ruído dos aviões durante a aterragem e descolagem, os empregados usam capacetes especiais de protecção auditiva.

Mais vale prevenir

Para proteger o trabalhador do ambiente ruidoso, o mercado oferece basicamente dois tipos de produtos: Protectores auriculares (internos) e capacetes (externos). O tipo de protecção a utilizar deve ser proporcional à exposição e intensidade dos ruídos, já que não é conveniente que esta seja excessiva e o trabalhador fique isolado.

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