O ruído provocado pelo trânsito e pelas obras da vizinhança são os que mais incomodam os espanhóis. Assim o manifestaram 43% e 45%, respectivamente, das pessoas que participaram numa sondagem realizada pela GAES Centros Auditivos. Estes resultados são dados a conhecer no Dia Mundial Contra o Ruído e com o objectivo de consciencializar a população sobre a importância de cuidar um órgão tão essencial como o ouvido. Calcula-se que 8% dos espanhóis têm problemas auditivos e, segundo o INE, mais de 30% das casas sofrem de problemas de contaminação acústica.
Segundo estudos realizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Espanha é o segundo país mais ruidoso do mundo, depois do Japão. Nas últimas décadas, os níveis de ruído cresceram de forma desproporcionada e calcula-se que mais de 9 milhões de espanhóis suportem níveis médios de ruído que superam o limite de tolerância, estabelecido em 65 decibéis (dB).
Se tivermos em conta que a buzina de um carro pode chegar aos 90 dB e uma rua com circulação intensa ou em obras atingir os 130 dB, não é de estranhar que, segundo a sondagem da GAES Centros Auditivos, estes sejam os ruídos que mais incomodam a população. Também não o é o facto de 48% dos interrogados qualifiquarem a sua cidade como muito ruidosa e outros 37% como bastante ruidosa.
Estes dados devem ser tidos em conta, já que a contaminação acústica pode causar importantes problemas de saúde. Desde um aumento das pulsações, stress, dor de cabeça ou insónia até um maior risco cardiovascular, hipertensão, úlceras ou perda de audição. Para além disso, ainda que estas sequelas desapareçam ao terminar o ruído, uma exposição continuada a níveis superiores a 90 dB pode produzir uma perda auditiva irreversível.
Tradicionalmente os problemas de audição estavam associados à idade. De facto, estudos recentes revelam que, em Espanha, 30% das pessoas com mais de 55 anos padece de perda auditiva em maior ou menor grau.
Apesar disso, os problemas de surdez podem manifestar-se em qualquer idade e está a observar-se um aumento significativo entre os mais jovens. Ir com frequência a discotecas ou concertos supõe uma exposição contínua a sons de uma intensidade superior a 95 decibéis, pelo que estas são consideradas duas das causas de perturbação auditiva e eventual deterioração.
Este mesmo problema pode afectar também pessoas cujos locais de trabalho não sigam o regulamento vigente sobre protecção auditiva. Segundo dados da FREMAP, em Espanha existem quatro milhões de pessoas a trabalhar em ambientes com níveis de ruído superiores a 85 dB.
Por tudo isso, os especialistas insistem na necessidade de todas as pessoas visitarem periodicamente um especialista ou um centro especializado para realizar exames aos ouvidos, tão importantes como os exames dentários ou oftalmológicos. Não obstante, mais do 50% dos espanhóis nunca se submeteu a um exame auditivo.
A OMS estabeleceu diferentes níveis de ruído, as actividades que os causam e as sensações que deles se derivam:
| Nível de Ruído | Actividade | Sensação |
|---|---|---|
| 60 dB | Conversa sossegada | Normal |
| 70 dB |
|
Ruído de fundo incómodo para conversar |
| 80 dB |
|
Produz incómodo |
| 90 dB |
|
Sensação incómoda |
| 100 dB |
|
Sensação incómoda |
| 110 dB | Discoteca | Sensação insuportável |
| 120 dB |
|
Sensação dolorosa |
| 130 dB | Motor de reacção a 10m. | Sensação dolorosa |
| 140 dB | Descolagem de um avião a 25m. | Dor e danos auditivos |
| 150 dB | Bomba que estoura ao lado | Dor aguda Risco de surdez permanente |
A GAES é, actualmente, a quinta empresa mundial de distribuição de soluções auditivas. Esta empresa conta com mais de 350 centros auditivos em seis países (Espanha, Itália, Portugal, Chile, Argentina e México). Mas, sobretudo, para encontrar a melhor solução em correcção auditiva, é necessária a experiência de especialistas altamente qualificados. É por isso que a GAES dispõe de uma equipa constituída pelos melhores profissionais, tendo sido consideradas tanto as suas qualidades técnicas como as profissionais e humanas.